ASSOCIACÃO DOS RESERVISTAS DO BRASIL REGIONAL TIRADENTES

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Sobre-nós

Introdução

Nas décadas de 1960/70 o Brasil viveu anos de grande conturbação política devido à tentativa dos comunistas que, doutrinados, armados e financiados principalmente por Cuba, Rússia, China e Coreia do Norte, se prepararam para tomar o poder no Brasil por meio de uma violenta revolução armada e impor sua ideologia ao povo brasileiro.  Para preparar o terreno, isto é, para estabelecer o caos social econômico e politico, que é o caldo de cultura no qual viceja sua revolução, os subversivos começaram em 1961 uma escalada de violências contra proprietários de terras, greves contínuas deflagradas a qualquer pretexto e paralisações dos serviços sociais.

A sociedade, na iminência de perder as liberdades democráticas de que gozava e ver destruídas as tradições cristãs que sempre cultuou, reagiu com determinação por meio das Forças Armadas e das Forças auxiliares, fazendo fulminante contra-revolução que afastou o perigo. Os derrotados, entretanto, não se conformaram e mergulharam a nação numa cruenta guerra de guerrilha tanto no meio urbano quanto no rural, com assassinatos inclusive de crianças, assaltos e atentados com bombas no meio da multidão.

Sentindo necessidade de formar tropas especiais capazes de enfrentar a "guerra suja" iniciada pelos terroristas, o Ministério do Exército organizou em vários pontos do território nacional unidades com a finalidade específica de combater a guerrilha. Em Belo Horizonte foram convocados voluntários reservistas de 1ª categoria que serviram entre 1964 e 1969, e com eles formada no 12º RI (Regimento de Infantaria), em1970, a 1ª Cia AG (Companhia Anti-Guerrilha), e extinta em 1972, com a dispensa dos reservistas convocados e substituída em 1973 em Companhia Operacional com soldados recrutas.

A atividade castrense, pelo convívio intenso entre os que a exercem, propicia a camaradagem enquanto estão incorporados e se mantém mesmo quando deixam a vida militar ativa e retomam às atividades civis. O reservista João de Souza Armani, alguns anos após a dissolução da Cia Anti-Guerrilha, começou a procurar contato com os antigos companheiros e, uns contatando outros, dentro de algum tempo tinha se formado uma rede de comunicação entre grande número deles. Para solidificar o relacionamento, dar uma denominação ao grupo e mesmo formar um espírito de corpo, entre outras iniciativas, resolveu-se adotar um tipo de uniforme para melhora se identificarem visualmente.

Passaram então a usar uma camiseta branca mostrando no peito as ameaçadoras cabeça e garras de um puma encimando a sigla GERCAG (Grupo de Ex-Reincluídos na Companhia Anti-Guerrilha), e nas costas a referência “12 Cia Anti-Guerrilha”, tendo em baixo as mesmas cabeça e garras de puma, e mais abaixo as indicações de datas "70/71". Para completar usavam um boné camuflado, mostrando na frente e na parte posterior os mesmos dizeres e figuras existentes no peito e nas costas das camisetas.

No ano de 1996 os ex-integrantes da 1ª Cia AG promoveram um churrasco de confraternização no Clube Labareda, do Clube Atlético Mineiro, na capital do estado. Tudo isto foi feito com a liderança do Sr João de Souza Armani. Fazia parte do grupo o Cel. Daniel de Aguiar Campos que, como capitão, comandou a 1º Cia AG/12º Rlem 1970.

Após a primeira confraternização seguiram-se outras, muitas repetindo os alegres churrascos. As reuniões simplesmente de trabalho eram inicialmente feitas numa sala cedida pela Forluz (CEMIG), situada na Rua Ten. Rui de Brito Melo, esquina com a Av. Amazonas, normalmente na segunda quinta-feira do mês, às 20h: os churrascos eram realizados no Quartel do 5º BPM (Policia Militar), na Av. Amazonas, e depois na 4ª Cia de Polícia do Exército e no 12º RI, hoje 12º Bl.

Conversando com o Cel. Carlos Cláudio Miguez, o Sr. João de Souza Armani ventilou a ideia de se criar uma associação de reservistas em Belo Horizonte, quando então aquele oficial lhe informou que já existia em Pernambuco uma entidade igual e lhe passou seu telefone. O Sr. João de Souza Armani ligou para a capital pernambucana e falou com o Sr. Ercílio José Silva, presidente da associação que tomaria como modelo, o qual prontamente lhe deu todo apoio, colocando à disposição da nascitura irmã mineira o uso do seu CNPJ, e passando-lhe todas as informações necessárias à criação da futura AREB - Regional Tiradentes.

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